01 maio 2013

{Convite à Leitura} O Cortiço (Aluísio Azevedo)



Olá leitores e blogueiros,

Depois de um tempo recluso por motivos infinitos, o Convite à Leitura retorna com um teor crítico e engajado nas entrelinhas da nossa Literatura Nacional.

Vamos conhecer mais um grande clássico da Literatura Brasileira, trata-se do livro O Cortiço do escritor Aluísio Azevedo.





Livro: O Cortiço
Autor: Aluísio Azevedo
Editora: Martin Claret
Páginas: 200

O romance "O Cortiço" de Aluísio Azevedo gira em torno da vida de um cortiço carioca. O ambiente é retratado como local de promiscuidade, capaz de contaminar quem se aproxima de lá.


“Confio nos meus dentes, e esses mesmo me mordem a língua!”
( Aluísio Azevedo)


Essa obra de Aluísio de Azevedo tem como influência maior o romance "L’Assommoir" do escritor francês Émile Zola, que prescreve um rigor científico na representação da realidade. A intenção do método naturalista era fazer uma crítica contundente e coerente de uma realidade corrompida. Zola e, neste caso, Aluísio combatem, como princípio teórico, a degradação causada pela mistura de raças. Por isso, os romances naturalistas são constituídos de espaços nos quais convivem desvalidos de várias etnias. Esses espaços se tornam personagens do romance. Sob esse pano de fundo, o leitor acompanha a ascensão econômica e social do inescrupuloso João Romão. Partidário do pessimismo e influenciado por teorias deterministas, Azevedo submete seus personagens ao poder do sexo e do dinheiro.

A obra faz uma dura crítica social, denuncia preconceitos raciais e a exploração do homem pelo homem. A impressão de que os principais personagens não são as pessoas, mas, sim, as forças da natureza ou da vida em sociedade. O autor naturalista tinha uma tese a sustentar sua história. A intenção era provar, por meio da obra literária, como o meio, a raça e a história determinam o homem e o levam à degradação. A obra está a serviço de um argumento. Aluísio se propõe a mostrar que a mistura de raças em um mesmo meio desemboca na promiscuidade sexual, moral e na completa degradação humana. Mas, para, além disso, o livro apresenta outras questões pertinentes para o Brasil pensar, que ainda são atuais, como a imensa desigualdade social.



8 comentários:

  1. A primeira vez que li O Cortoço estava no ensino médio e apesar de já gostar de ler detestei. Não entendia as nuances da estética Naturalista. Durante o curso de Letras retornei a este livro e fui obrigada a lê-lo , pois me lembrava muito pouco da história e ai gostei muito. A Literatura Brasileira é uma das mais difícies de se analisadas e eu creio que as leituras que fazemos no ensino médio deve ser revista. O Cortiço é um marco da estética naturalista e reflete de maneira impecável a sociedade daquela época.

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  2. Eu li o cortiço quando ainda era bem menina, na escola. Lembro que como se fosse hoje, porque foi o único livro que todos na minha sal leram, porque começou a ter alguma coisa sobre sexo, o pessoal ficou doido... Não se tornou um dos meus livros favoritos, mas com certeza, serviu para me mostrar vários nuances que foram determinantes para a minha escolha de ser Historiadora. BJS!

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  3. A Literatura brasileira é de grande riqueza e variedade. Já vi algumas adaptações para a tv deste livro, mas nunca o li. Gostei da sua resenha e achei muito interessante a sua escolha de leitura.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  4. Nunca li O cortiço, mas tenho vontade. Vou esperar mais um tempo, pra quando estiver madura o bastante pra entender de verdade!
    Beijos,
    Yasmin
    deitadosnagrama.blogspot.com.br

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  5. Eu não lembro se já esse livro,mas devo ter lido na época da escola.... mas acho muito legal o incentivo a leitura dos clássicos nacionais...

    ótima dica..

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  6. Amiga, gostei da resenha, mais este livro eu passo.. hehe
    Beijos Mila

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  7. Eu devo ter lido esse livro na época de escola. Na tão enfadonha prova do livro. Gente ninguém merce prova do livro... Mas hoje, acho plausível essa inciativa de incentivar a leitura dos livros nacionais mais antigos... Bela dic
    Eykler

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  8. Olha, eu realmente não sou uma pessoa muito entendida em relação a clássicos...
    Li alguns na época de escola, mas não levei o hábito adiante!
    Acho que alguns são tão ruins que desestimulam... as escolas deveriam selecionar livros mais atuais, sem esquecer os clássicos...

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