23 janeiro 2013

{Convite à Leitura} Lira do vinte Anos de Álvares de Azevedo


Ola leitores e blogueiros,
hoje trago a primeira postagem do novo colunista aqui do blog o Rubens Scapone, que nos traz um convite a leitura e uma oportunidade de conhecer livros de poesias nacionais.
>  O primeiro é um livro Ultrarromântico de Álvares de Azevedo, chamado " Lira do vinte Anos" , da editora Martin Claret. Sendo um livro atualizado e de bolso, possui 242 páginas.


 
Descubra todo lirismo de “Lira dos Vinte Anos”, Obra escrita pelo poeta Álvares de Azevedo, (1831-1852), percorrendo as três partes que compõem a obra:

Na primeira parte, predominam a poesia mais sentimental, o devaneio, o medo de amar, o desejo vago por viagens intangíveis, o sentimento de culpa frente aos desejos carnais e o fascínio com a morte. Como mesmo anuncia nestes versos:

“(...) Na floresta dos homens esquecida. 
À sombra de uma cruz, escrevam nela: 
Foi poeta, sonhou e amou na vida”
Na segunda parte da obra, a poesia toma outro rumo e apresenta sob a ótica do Romantismo temas corriqueiros como dinheiro, vícios e referencias a outros autores. Por fim, a terceira parte retoma o sentimentalismo, o amante ardente e o desejo de findar seus dias pelo objeto amado.

O livro nos transporta aos ideais do verdadeiro amor romantizado, sem medições de palavras, Álvares de Azevedo passa em seus poemas aquilo que o coração humano deseja gritar ao mundo, mas muitas vezes não temos a capacidade ou coragem necessária para tal coisa. Ele retrata todos os sabores e dissabores da sua idade sem cercar tal sentimento a outras épocas ou idades. Afinal, o amor não tem “limites” ou idade, é como o vento que toca e segue por todos os lugares possíveis. Lira dos Vinte anos orna com perfeição e poética, os traços vorazes do Ultrarromantismo.
“Minha desgraça não é ser poeta, 
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem me dera!) é o dinheiro...
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito blasfema,
É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela.”

4 comentários:

  1. Parece ser bem poético, eu adoro poesias... gostei do seu blog, voltarei mais vezes

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  2. Bem interessante, gostei da dica!

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  3. Aah adorei a coluna *-*
    Eu adoro poesias.
    Já conhecia esse, mas ainda não tive oportunidade de ler :)
    Beijinhos
    http://fulanaleitora.blogspot.com.br

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